Após o período de
sacrifício, provavelmente fome, o estado iniciará o processo de
industrialização na economia, compra de modernas maquinas para desenvolver a
indústria. Entretanto o sucesso dessas empresas dependerá de como se dará a
administração, se essas empresas terão como base o máximo de trabalho possível,
com o máximo de êxito e o mínimo de gastos e desperdícios (porem sempre
respeitando os trabalhadores) há grandes chances de progredir, o que não ocorre
em função da falta de conhecimento dos revolucionários e trabalhadores sobre
administração, assim como ocorreu na URSS e em Cuba onde as empresas estatais
tinham gastos acima dos ganhos, um dos fatores que fez a
economia entrar em crise.
A crise dos estados
socialistas estão todas ligadas ao excesso de esforços que o estado sozinho
deve fazer para manter a economia. Esses esforços são ligados a planificação e
ao centralismo, porque para que os modelos planificados deem certo, faz-se
necessário uma quantidade gigantescas de pesquisas, cálculos sobre quais
produtos produzir, quanto produzir, como produzir e quais as preferências da
população. Para que isso ocorra, é necessário a participação de todos os
indivíduos da sociedade sem exceção. Expondo suas ideias sobre os produtos,
como deveriam melhorar e em que melhorar, quais as suas preferencias pessoais
e uma iniciativa do estado para captar as preferência dessas pessoas e as suas
propostas para melhorias dos produtos e serviços. Logo é inevitável a
instalação de uma educação com bases positivistas na sociedade, uma educação
que enfatize a divisão do trabalho e pregue ao máximo de dedicação ao seu papel
na sociedade para atender as
necessidades da população da melhor maneira possível. E caso isso não ocorra o
socialismo marxista planificado estará fadado a derrota.
No entanto mesmo com a
instalação de uma consciência de matriz positivista em um país socialista ainda
existe uma problemática, o preço. Em um país onde reina as leis do mercado, os
preços são trocados de tempos em tempos baseando em leis econômicas tais como,
demanda, procura, escassez do produtos, tempo de confecção e etc... No entanto,
em um modelo totalmente estatizado, não existe o mercado. Portanto, o estado se
encarrega de colocar preços; então existe um enorme esforço para que os
responsáveis dentro do estado calculem eternamente para renovar o preço dos
produtos, ou seja, a dinâmica de mercado será trocada por cálculos estatais
intermináveis. Para que isso dê certo é necessário uma quantidade gigantesca de
economistas que nunca parem de fazer cálculos e uma doze de ditadura, pois os
preços serão fixados de acordo com os cálculos e as necessidades do estado e
não de acordo com a vontade do produtor, a menos que os produtores sejam
conscientes o suficiente para decidir junto com o estado os preços dos
produtos. No entanto, ainda sim seria um modelo mais engessado e menos
dinâmico, menos pratico e que dependem de um esforço incessante de todos os
indivíduos dentro de uma sociedade.
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