PSOL BETIM

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Partido Socialismo e Liberdade

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Leitura Reflexiva - Histórica - Autor: PEDRO YURI DO AMARAL OITAVEN - 17 anos, meu amigo de Salvador-BA


II-Cap.
Não basta apenas perceber e reconhecer o fracasso da experiência do  socialismo real ,por isso é necessário que se analise minuciosamente porque ele não deu certo, no entanto a experiência revolucionaria iniciada em 1917 deve ser analisada por um viés muito mais econômico, porem sem deixar de lado  o viés sociológico dos processos.
É necessário iniciar a analise da revolução russa pelos acontecimentos que antecederam a mesma, tendo em vista que a revolução não é um processo que se resume na tomada do poder, mais sim em um conjunto de fatos que proporcionam uma revolta (tal suposição é genérica para maioria das revoluções).
Com o crescimento do capitalismo industrial na Europa, o czar russo viu-se pressionado pelos fatos a impulsionar também o crescimento de tal modelo em seu império, pois percebeu que o império não poderia ficar a margem da historia e se caso isso ocorresse a Rússia seria sucumbida pelos demais países europeus, e assim houve o inicio da industrialização o que resultou em crescimento das desigualdades e da miséria por toda a Rússia, com isso os movimentos da esquerda perceberam a brecha e preencheu toda a insatisfação popular com doses radicais de marxismo, diversos episódios impulsionaram a evolução, no entanto de todo o período que compreende o ensaio da revolução o domingo sangrento foi o mais surpreendente e mais marcante dentro do folclore revolucionário marxista, no entanto os problemas causados pela entrada da Rússia na I guerra mundial foi decisivo paro o descontentamento popular e a tomada do poder pelos revolucionários e  assim houve o inicio de uma das experiências mais revolucionarias que o mundo já passou A REVOLUÇÃO RUSSA!
Com a tomada do poder pelos revolucionários o primeiro problema a resolver é o contragolpe da burguesia reacionária, e assim não foi diferente em toda a historia das revoluções por todo o mundo, com isso os meios de produção se encontrarão destruídos já que um dos principais características de um contragolpe reacionário é a tentativa de impossibilitar a vitória permanente de uma revolução.
No entanto a possibilidade de vitória dos revolucionários sobre os reacionários é muito grande já que a maior parte da população apóia os revolucionários e em uma guerra o auxilio e apelo popular contra muito para um vitória, e de fato assim ocorreu na Rússia pós 1917, no Vietnam, na china e, sobretudo em Cuba.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Leitura Reflexiva - Histórica - Autor: PEDRO YURI DO AMARAL OITAVEN - meu amigo, 17 anos e mora em Salvador-BA e merece este espaço. Espero que gostem... adorei e tem mais.


Em busca de novas utopias
I-Cap.
Com a queda da união soviética houve um processo de cólica ideológica dentro do campo da esquerda, já que a URSS era caracterizada por  vários organismos de esquerda como  um exemplo de desenvolvimento social, cultural e econômico a ser seguido. Com o fim do regime caiu por terra também a possibilidade de financiamento dos projetos da esquerda, oque forçou inevitavelmente as cabeças pensantes esquerdistas a projetarem novos modelos de revolução e econômicos.
Além dos empecilhos já citados, o crescente desprestigio da esquerda frente a parte mais carente da população também é uma grande tarefa a ser superada pelos movimentos socialistas, porem esse ceticismo  popular quanto a melhoras, fruto de uma revolução socialista, é resultado de um processo histórico mundial que ocorreu com a queda do império soviético, o pós  91 foi marcado pelo rolo compressor direitista midiático informando, ou melhor desinformando, a população sobre o “males” de um pais socialista ,e assim a direita atribui todos os erros que ocorreram no bloco soviético a ideologia marxista, e apagou da historia todo e qualquer beneficio fruto de um modelo socialista(ou que se assemelhe ao socialismo).
No entanto existem diversos movimentos genuinamente de esquerda que negaram a experiência soviética muito antes da queda dos regimes “socialistas”, Tais como o trotskismo e o conselhismo de rosa Luxemburgo, porem estes movimentos também sofre com o desprestigio popular, pois a direita aproveitou o fracasso da experiência soviética para hegemonizar o socialismo, e assegurar que qualquer tentativa fora do capitalismo resultaria em fracasso.
Atualmente com esse quadro a esquerda (de modo geral) colocou como prioridade em sua pauta a teorização de novos modelos econômicos e novos meios de revolução que se adequem a atual realidade mundial.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Estão querendo sacaniar com a aposentadoria. Enquanto uns podem tranquilamente aposentar pelos seus serviços prestados em algum cargo público, a maioria do povo sofre. Estamos atentos, o PSOL no Brasil inteiro está de olho e haverá intervenção se necessário. Ajudem a vigiar...


03/07/2012 - 11h01

Governo quer aprovar mudanças no fator previdenciário em agosto

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KELLY MATOS
DE BRASÍLIA
Atualizado às 15h44.
O governo federal pretende votar em agosto, na Câmara dos Deputados, o projeto que promove mudanças no fator previdenciário. A ideia é fechar um acordo entre líderes de partidos, Ministério da Previdência e Ministério da Fazenda na próxima terça-feira (10). A votação ficaria para depois do recesso parlamentar.
A negociação para promover a alteração foi confirmada pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, durante café da manhã com jornalistas, nesta terça-feira (3). O fator previdenciário é uma equação utilizada para calcular a aposentadoria do segurado do INSS levando em consideração a idade ao se aposentar, o tempo de contribuição e a expectativa de vida.
"É importante a gente fazer a correção de algum tipo de injustiça que a fórmula do cálculo das aposentadorias embute no fator previdenciário. É correto isso? É, mas então vamos aproveitar isso pra discutir, dar uma reestruturada, e sustentabilidade maior na Previdência. Teve um dado que na semana passada me chamou muito a atenção. Em 1960, a expectativa de vida tava na faixa de 48 a 50 anos, hoje estamos em 73", afirmou a ministra.
As mudanças em estudo pelo governo envolvem a definição de uma idade mínima "maior" para a aposentadoria, levando em conta o aumento na expectativa de vida dos brasileiros.
Ontem, o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabbas, apresentou uma proposta prévia ao ministro Garibaldi Alves. Até amanhã, o governo pretende apresentar o esboço aos assessores das bancadas partidárias no Congresso.
"O Brasil não tem [uma idade mínima]. Nós temos uma fórmula que o fator previdenciário acaba fazendo uma recauchutagem nessa ausência da idade mínima. A tal da fórmula apresentada, somar a idade com tempo de contribuição, pode ser uma fórmula adequada. Mas basta a expectativa de vida crescer mais cinco anos, ou dez anos, que essa fórmula já fica defasada", explicou a ministra.
De acordo com Ideli, os líderes de partidos da base aliada sinalizaram a possibilidade de construir uma fórmula móvel, em que a soma (idade + tempo de contribuição) fosse adaptável à medida em que houver elevação da expectativa de vida dos brasileiros. "Quando a expectativa de vida subir, também subir o resultado da somatória", explicou.
CENTRAIS
As centrais sindicais pretendem pressionar o comando da Câmara para colocar em votação na próxima semana o projeto de lei que estabelece o fim do fator previdenciário. Elas estão insatisfeitas com o governo, que quer trocar o fator por idade mínima para as novas aposentadorias.
"O governo quer ganhar tempo e nos enrolar. Não vamos esperar reunião alguma", disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).
A equipe econômica defende para a aposentadoria de futuros trabalhadores as idades mínimas de 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres).
FATOR
O fator é o mecanismo criado no início dos anos 2000 para evitar aposentadorias precoces no setor privado. Ele leva em conta a idade do trabalhador ao pedir a aposentadoria, o tempo de contribuição e a expectativa de vida.
Assim, quanto menor for a idade da pessoa ao se aposentar, menor será o benefício recebido. Um homem com 55 anos e 35 de contribuição tem seu benefício reduzido em cerca de 30% devido ao fator.
MODELO PREVIDENCIÁRIO
O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, abordou hoje, em seminário sobre pensões e modelos de previdência do continente americano e Caribe em Brasília, a questão do envelhecimento da população em todo o mundo e ressaltou que o Brasil tem regras frágeis para a concessão e a manutenção das pensões.
O ministro garantiu que todo cuidado será tomado para que possíveis mudanças não atinjam o direito adquirido nem a expectativa de direito das [pessoas]seguradas. "Vamos corrigir algo que não podemos permitir, não podemos ser um país emergente e injusto", afirmou.
Garibaldi Alves disse ainda que o Brasil está passando por um processo de ajustes no sistema previdenciário. "Estamos em um período de ebulição", disse. Para ele, as mudanças irão dar mais estabilidade à previdência brasileira.
Já o secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim disse que "nosso modelo de pensões é o mais benevolente do mundo". Após apresentar um breve panorama do modelo previdenciário brasileiro, Rolim explicou as deficiências do sistema de concessão de pensão por morte no Brasil.
"Não há carência para a geração desse benefício e isso pode incentivar uma fraude legal". O secretário esclareceu que uma única contribuição pelo teto, feita no leito de morte, gera uma pensão vitalícia.
Outra questão levantada por Rolim foi a dependência presumida. Segundo a Previdência, hoje, independentemente da situação financeira, tanto a viúva como o viúvo têm direito à pensão vitalícia. Além disso, não há corte com relação à idade. Pessoas jovens, mesmo que se casem novamente, têm direito de receber o benefício até o final da vida.
"Nós protegemos exageradamente as viúvas em detrimento dos filhos e até dos aposentados", afirmou Rolim. Isso porque, ao atingir 21 anos, o filho perde o direito à pensão, mesmo que esteja na faculdade.