PSOL BETIM

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Partido Socialismo e Liberdade

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Atos bem feitos.


gilberto dimenstein

 

05/06/2012 - 08h31

Deficientes dão aula de eficiência

Essa é daquelas histórias inesquecíveis de inteligência comunitária --e um exemplo de serviço público, em que a regra, como sabemos, nem de longe é o entusiasmo. Um grupo de chamados "deficientes" dá uma aula de eficiência.
O Serviço Médico de Urgências (Samu), em São Paulo, acaba de ganhar o "Certificado Internacional de Eficiência" --selo mundial que exige uma rigorosa seleção para atingir padrões de excelência em atendimento médico.
Até aí, já seria bom, mas nada demais. Um fator decisivo para o selo dado a esse serviço médico foi a qualidade dos atendentes. E aqui vemos o milagre da educação.
Os atendentes são de baixa e, para completar, portadores de deficiência. Isso significa baixa escolaridade formal. Mas esse drama de estar à margem não foi um problema, mas uma solução: eles se mostram mais solidários com as vítimas das doenças. É gente que, no geral, seria tida incapaz para fazer qualquer coisa de útil no mercado de trabalho.
Tudo isso ocorreu porque o poder público foi aberto a uma experiência e, mais importante, uma entidade chamada Avape (Associação pela Valorização das Pessoas com Deficiência).
Diante de tanta mediocridade e pasmaceira no serviço público, esses "deficientes" viram professores de eficiência, transformando um problema em solução.
*
Conheça mais detalhes da Avape aqui.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

sábado, 18 de agosto de 2012

Continuação Leitura Reflexiva - Histórica. Autor: PEDRO YURI DO AMARAL OITAVEN - 17 anos - meu amigo - Salvador-BA


Após o período de sacrifício, provavelmente fome, o estado iniciará o processo de industrialização na economia, compra de modernas maquinas para desenvolver a indústria. Entretanto o sucesso dessas empresas dependerá de como se dará a administração, se essas empresas terão como base o máximo de trabalho possível, com o máximo de êxito e o mínimo de gastos e desperdícios (porem sempre respeitando os trabalhadores) há grandes chances de progredir, o que não ocorre em função da falta de conhecimento dos revolucionários e trabalhadores sobre administração, assim como ocorreu na URSS e em Cuba onde as empresas estatais tinham gastos acima dos ganhos, um dos fatores que  fez  a economia entrar em crise.
A crise dos estados socialistas estão todas  ligadas  ao excesso de esforços que o estado sozinho deve fazer para manter a economia. Esses esforços são ligados a planificação e ao centralismo, porque para que os modelos planificados deem certo, faz-se necessário uma quantidade gigantescas de pesquisas, cálculos sobre quais produtos produzir, quanto produzir, como produzir e quais as preferências da população. Para que isso ocorra, é necessário a participação de todos os indivíduos da sociedade sem exceção. Expondo suas ideias sobre os produtos, como deveriam melhorar e em que  melhorar, quais as suas preferencias pessoais e uma iniciativa do estado para captar as preferência dessas pessoas e as suas propostas para melhorias dos produtos e serviços. Logo é inevitável a instalação de uma educação com bases positivistas na sociedade, uma educação que enfatize a divisão do trabalho e pregue ao máximo de dedicação ao seu papel na sociedade  para atender as necessidades da população da melhor maneira possível. E caso isso não ocorra o socialismo marxista planificado estará fadado a derrota.
No entanto mesmo com a instalação de uma consciência de matriz positivista em um país socialista ainda existe uma problemática, o preço. Em um país onde reina as leis do mercado, os preços são trocados de tempos em tempos baseando em leis econômicas tais como, demanda, procura, escassez do produtos, tempo de confecção e etc... No entanto, em um modelo totalmente estatizado, não existe o mercado. Portanto, o estado se encarrega de colocar preços; então existe um enorme esforço para que os responsáveis dentro do estado calculem eternamente para renovar o preço dos produtos, ou seja, a dinâmica de mercado será trocada por cálculos estatais intermináveis. Para que isso dê certo é necessário uma quantidade gigantesca de economistas que nunca parem de fazer cálculos e uma doze de ditadura, pois os preços serão fixados de acordo com os cálculos e as necessidades do estado e não de acordo com a vontade do produtor, a menos que os produtores sejam conscientes o suficiente para decidir junto com o estado os preços dos produtos. No entanto, ainda sim seria um modelo mais engessado e menos dinâmico, menos pratico e que dependem de um esforço incessante de todos os indivíduos dentro de uma sociedade.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Continuação Leitura - Reflexiva - Histórica. Autor: PEDRO YURI DO AMARAL OITAVEN - 17 anos - meu amigo - Salvador-BA


Com a vitória da revolução a burguesia nacional inevitavelmente foge do país, propiciando assim a fuga de capitais estrangeiros e  o fechamento das poucas fábricas que ainda estão de pé assim como ocorreu na URSS e  o que desemboca em declínio econômico. Fechamento de novos postos de trabalho, e aumento do desemprego, as dificuldades encaradas pelo novo governo revolucionário para colocar novamente a economia no trilho serão muito grande; pois, nem os membros do novo governo saberão administrar essas empresas, já que presume-se, são revolucionários e não administradores profissionais e muito menos os antigos trabalhadores já que estes estão em grande parte acostumados apenas ao trabalho braçal e menos abrangente quanto a administração dos recursos da empresa. Sem contar na escassez de matéria prima ocasionado pelo fechamento do país, causado pela repulsa dos demais países capitalistas a fazer negócios com países anti-capitalistas e auxiliar na continuação de uma revolução proletária, esse foi um  dos principais motivos que impulsionou Lenin a criar o NEP, pela impossibilidade inicial de desenvolvimento a partir do estado.
Com a queda do numero de indústrias causada pelos ataques reacionários  e falência as  poucas indústrias que sobraram após a contra revolução por falta de mataria prima para confeccionar os produtos, e falta de pratica em administração(tanto dos trabalhadores quanto dos revolucionários) cai também a arrecadação de impostos por conseqüência. Há uma queda abrupta na qualidade dos serviços públicos e a curto prazo a revolução deixa a desejar. Assim ocorreu nos países onde a experiência socialista não tinha financiadores como a URSS, China e atualmente a Venezuela.
 Frente a isso o governo revolucionário se lança em uma nova empreitada para revitalizar a economia(a exemplo dos planos quinquenais), ou no caso dos países subdesenvolvidos, semi-colonial e colonial, industrializar o país. Surge a necessidade de dinheiro para compra de máquinas e para isso é necessário vender uma parte da sua produção nacional; e  assim as riquezas nacionais são sacrificadas em nome de um futuro melhor. Mas esse quadro pode ser pior para o país, seja pobre em recursos naturais como ferro ,ouro, petróleo e etc, e se caso isso ocorrer, ira gerar mais insatisfação popular, pois, se não há produção industrial e nem riquezas naturais desejadas pelos outros países capitalistas, os únicos produtos a disposição são produtos agrícolas. Então o estado confisca parte dos produtos agrícolas e os vende no mercado externo (a preços baixíssimos, já que há pouca procura e muita oferta) o que muito provavelmente causará fome assim como ocorreu na Rússia pós 1917. Com a fome vem também a pobreza e por consequência o aumento de delitos para saciar as necessidades mais básicas e a crescente marginalização da população e o aumento das desigualdades sociais entre o trabalhador e os estadistas, justamente o que ocorreu na Rússia ,Vietnam , China e recentemente Venezuela.