PSOL BETIM

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Partido Socialismo e Liberdade

domingo, 23 de setembro de 2012

Eleições 2012 em Betim-MG


Justiça recolhe documentos em QG de campanha do candidato a prefeito de Betim Carlaile Pedrosa, para investigar suspeita de compra de votos

Vídeo na internet mostra Carlaile dentro do carro, logo após conversar com mulher que estaria negociando com carroceiros (REPRODUÇÃO YOUTUBE/VÍDEO DA REVISTA ÉPOCA)
Vídeo na internet mostra Carlaile dentro do carro, logo após conversar com mulher que estaria negociando com carroceiros


Vinte e cinco volumes de documentos com os contratos de prestação de serviços e de aluguel de veículos envolvendo a campanha de Carlaile Pedrosa (PSDB) à Prefeitura de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram apreendidos pela Justiça Eleitoral no comitê do tucano. O objetivo é apurar um suposto esquema de compra de votos, revelado em um vídeo que circula na internet. A busca e a apreensão dos papéis foi determinada pelo juiz Maurício Soares, para quem as imagens não podem ser classificadas como ilícitas, pois o vídeo “foi realizado em ambiente com grande número de pessoas, inclusive em local tumultuado e a portas abertas, conforme se verifica da gravação”, afirmou na sentença.

Carlaile Pedrosa responde a uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) no cartório eleitoral de Betim sob acusação de pagar R$ 280 – em duas parcelas, antes e depois das eleições – a carroceiros, em troca de apoio político. O vídeo exibe uma correligionária de Carlaile em encontro com carroceiros. Nas imagens, ela retira do envelope um maço de dinheiro. Com uma lista de 98 nomes, faz os pagamentos. Um dos seus auxiliares comenta: “Tem 98 aqui na lista. Mas já pagou 120 pessoas”. Alguém explica que naquele local só estão sendo pagos os carroceiros.

Em outro trecho do vídeo – que está disponível na internet –, os carroceiros comemoram o fato de estarem recebendo em dinheiro. Um deles diz: “Já tô bonito na fita com esses R$ 140”. Um outro pergunta, demonstrando desconhecimento de quanto irá receber: “Vai ter mais R$ 140 ou é só este?” É então avisado que a outra parcela será paga “no fim da campanha, na vitória de Carlaile”. Carroceiros emendam “Se Deus quiser” e “Em nome de Jesus”. O vídeo está disponível na internet.

A ação em tramitação na Justiça Eleitoral foi ajuizada pela coligação encabeçada pela principal adversária de Carlaile, a prefeita Maria do Carmo Lara (TRE), que tenta a reeleição. Como em primeira instância foi negada a busca e apreensão dos documentos, os advogados recorreram ao TRE, onde conseguiram a liminar para acessá-los.

O juiz Maurício Soares, no entanto, negou o segredo de Justiça pedido pelos advogados da petista sob o argumento que a parte contrária – no caso, os aliados de seu adversário – “ao tomar conhecimento dos termos de denúncias, certamente tomarão providências para desconstituir os fatos denunciados, tais como: instruindo testemunhas, escondendo contratos, alterando contratos ou celebrando novos contratos com data retroativa”. “Quanto ao segredo de Justiça em Aije, verifico que a regra é a publicidade dos atos processuais e não o segredo de Justiça”, afirmou o magistrado.

No fim de semana, Carlaile Pedrosa negou ao Estado de Minas a acusação de compra de votos e alegou que os “carroceiros” são cabos eleitorais contratados pelo vereador Rener da Pastoral (DEM) para trabalhar na campanha. “Isso não é compra de votos. A legislação eleitoral permite você pagar em dinheiro até R$ 1.064,10 aos cabos eleitorais. É só olhar a legislação. O dinheiro pago aos carroceiros é contratação”, afirmou.

Doações

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE) vai reunir hoje os representantes dos principais segmentos econômicos responsáveis pelas doações a campanhas eleitorais para tentar conscientizá-los a declarar voluntariamente os valores repassados aos candidatos. O link está disponível no site do TRE (www.tre-mg.jus.br) em contas eleitorais.

O empresário ou pessoa física que fez doações deve clicar em informações voluntárias. Foram convidados representantes da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) de sindicatos da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Indústria da Construção Pesada (Sicepot) e das agências de publicidade,
além de partidos políticos e representantes da sociedade civil.

Leia mais em www.tribunadebetim.com

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