PSOL BETIM

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Partido Socialismo e Liberdade

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A PODRIDÃO ESTÁ EM TODO LUGAR... E ELES SABEM DISTO.


28/09/2011 - 09h41

Corregedora mantém críticas e diz que imagem do Judiciário é a pior possível

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MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou nesta quarta-feira (28) à Folha que não recuará das declarações que fez sobre a magistratura brasileira.
"Eu não tenho que me desculpar. Estão dizendo que ofendi a magistratura, que ofendi todos os juízes do país. Eu não fiz isso de maneira nenhuma. Eu quero é proteger a magistratura dos bandidos infiltrados", disse.
CNJ classifica como 'levianas' declarações de sua corregedora
Ricardo Lima - 17.fev.2011/Folhapress
Corregedora mantém críticas e diz que imagem do Judiciário é a pior possível
Corregedora mantém críticas e diz que imagem do Judiciário é a pior possível
"A quase totalidade dos 16 mil juízes do país é honesta, os bandidos são minoria. Uma coisa mínima, de 1%, mas que fazem um estrago absurdo no Judiciário", reiterou.
Segundo a ministra, todos precisam perceber que "a imagem do Judiciário é a pior possível, junto ao jurisdicionado" --público que recorre aos tribunais.
"Eu quero justamente mostrar que o próprio Judiciário entende e tenta corrigir seus problemas."
Sobre o julgamento de hoje do Supremo, que poderá limitar os poderes da corregedoria, ela disse que está muito triste.
"As portas estão se fechando. Parece haver um complô para que não se puna ninguém no Brasil."
Em recente entrevista, Calmon fez duros ataques a seus pares ao criticar a iniciativa de uma entidade de juízes de tentar reduzir, no STF (Supremo Tribunal Federal), o poder de investigação do CNJ.
"Acho que é o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga", declarou em entrevista à APJ (Associação Paulista de Jornais).

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O MUNDO EM ALERTA


Paul Krugman

 

26/09/2011 - 16h53

Viagem para a morte da zona do euro

É possível sentir-se ao mesmo tempo apavorado e entediado? É como eu me sinto em relação às negociações em curso sobre como reagir à crise econômica da Europa, e desconfio que outros observadores compartilham meu sentimento.
Por um lado, a situação da Europa é realmente assustadora: com países que respondem por um terço da economia da área do euro agora sendo alvos de ataques especulativos, a própria existência da moeda única está sendo ameaçada _e um colapso do euro poderia causar prejuízos enormes ao mundo.
Por outro lado, os responsáveis políticos europeus parecem estar determinados a continuar na mesma linha do que vêm fazendo até agora. Eles provavelmente encontrarão uma maneira de oferecer mais crédito aos países com problemas, o que pode ou não afastar temporariamente o desastre iminente. Mas não parecem estar nem um pouco preparados para reconhecer uma verdade crucial: que sem mais políticas fiscais e monetárias expansionistas nas economias europeias mais fortes, todas suas tentativas de resgate vão fracassar.
A história até agora: a introdução do euro, em 1999, levou a um boom enorme na concessão de empréstimos às economias periféricas da Europa, porque os investidores pensavam (equivocadamente) que, em função da moeda comum, a dívida grega ou espanhola fosse tão segura quanto a dívida alemã. Contrariamente ao que se ouve com frequência, esse boom de crédito não estava financiando principalmente gastos governamentais perdulários --Espanha e Irlanda chegaram a ter superávits orçamentários na véspera da crise, e suas dívidas eram baixas. Em lugar disso, os fluxos de dinheiro entrantes alimentaram principalmente grandes booms de gastos de particulares, especialmente com habitação.
Mas quando o boom de crédito terminou repentinamente, o resultado foi uma crise econômica e fiscal. Recessões selvagens empurraram as arrecadações de impostos para baixo, mergulhando os orçamentos no vermelho; enquanto isso, o custo dos resgates dos bancos levou a dívida pública a aumentar de repente. E um resultado foi um colapso na confiança que os investidores sentiam nos títulos de dívida dos países periféricos.
E agora, como fica? A resposta da Europa vem sendo exigir austeridade fiscal rígida dos devedores com problemas, especialmente cortes acentuados nos gastos públicos, e, ao mesmo tempo, fornecer financiamento tapa-buraco até que os investidores privados voltem a sentir confiança. Poderá essa estratégia funcionar?
Não para a Grécia, que realmente foi fiscalmente perdulária durante os bons anos e deve mais do que tem condições plausíveis de pagar. Provavelmente não para Irlanda e Portugal, que, por razões diferentes, também têm dívidas pesadas. Mas, desde que haja um ambiente externo favorável --especificamente, uma economia europeia total forte, com inflação moderada--, poderia funcionar para a Espanha, que mesmo agora tem dívida relativamente baixa, e a Itália, com alto nível de dívida mas déficits surpreendentemente pequenos.
Infelizmente, os políticos europeus parecem estar determinados a negar a esses devedores o ambiente de que necessitam.
Pense o problema assim: com o fim do boom financiado pela dívida, a demanda dos consumidores nos países devedores caiu muito. Ao mesmo tempo, os gastos do setor público também estão sendo fortemente reduzidos pelos programas de austeridade. Então de onde vão vir os empregos e o crescimento? A resposta só pode estar nas exportações, principalmente para outros países europeus.
Mas as exportações não podem crescer se os países credores também estiverem implementando políticas de austeridade, possivelmente empurrando a Europa como um todo de volta à recessão.
Além disso, os países devedores precisam cortar preços e custos com relação a países credores como a Alemanha, algo que não seria muito difícil se a Alemanha tivesse inflação de 3% ou 4%, permitindo que os devedores ganhassem terreno simplesmente por terem inflação baixa ou zero. Mas o Banco Central Europeu tem um viés deflacionário _cometeu um erro terrível ao elevar as taxas de juros em 2008, justamente quando a crise financeira estava ganhando força, e mostrou que não aprendeu nada quando repetiu o erro este ano.
Em consequência disso, o mercado hoje prevê inflação muito baixa na Alemanha --cerca de 1% nos próximos cinco anos--, o que implica em deflação significativa nos países devedores. Isso vai ao mesmo tempo aprofundar as recessões deles e aumentar o ônus real de suas dívidas, mais ou menos garantindo o fracasso de todos os esforços de resgate.
E não vejo sinal algum de que as elites políticas europeias estejam preparadas para repensar seu dogma de dinheiro apertado e austeridade.
Parte do problema talvez seja que essas elites políticas têm memória histórica seletiva. Elas adoram falar sobre a inflação alemã do início dos anos 1920 _uma história que, por acaso, não tem relevância alguma para nossa situação atual. Mas elas quase nunca mencionam um exemplo que vem muito mais ao caso: as políticas de Heinrich Bruening, o chanceler alemão de 1930 a 1932, cuja insistência sobre equilibrar os orçamentos e preservar o padrão ouro fizeram a Grande Depressão ser ainda pior na Alemanha que no resto da Europa, o que preparou o palco para "aquilo".
Não prevejo que nada tão terrível aconteça na Europa do século 21. Mas há uma distância muito grande entre o que o euro precisa para sobreviver e o que os líderes europeus estão preparados para fazer, ou até mesmo falar em fazer. E, em vista dessa distância, é difícil identificar razões para otimismo.
Paul Krugman
Paul Krugman, 57, é prêmio Nobel de Economia (2008), colunista do "The New York Times" e professor na Universidade Princeton (EUA). Um dos mais renomados economistas da atualidade, é autor ou editor de 20 livros e tem mais de 200 artigos científicos publicados em jornais especializados. Escreve às segundas e sextas-feiras.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ainda acontece isto a nossa vista...


Meus amigos,
O texto  abaixo, por si só, já diz tudo. E o que é o mais importante: me foi encaminhado pelo Paulo , meu filho de 21 anos! Fico muito feliz ao ver que a moçada está 'antenada'.
 
Bjks, Ruth
 

Oh, MINAS GERAIS... achei que a Ditadura não voltava JAMAIS

by Marcela Bueno on Friday, 16 September 2011 at 21:06
Logo eu, que trabalho com o audiovisual e com as mídias digitais, HOJE não consegui filmar NADA. Eu tremia ao ver a PM abrindo fogo contra pessoas completamente indefesas... Tentei filmar os professores, uma grande parte já ultrapassando os 50 anos, empunhando seu grito por respeito ao som do irônico "OH MINAS GERAIS" do Tizumba. A música tentando tapar a voz dos trabalhadores enquanto anunciavam 3 MILHÕES pra Copa do Mundo... A Praça da Liberdade com grades e policiamento pesado, quando, de repente, uma ordem vinda de não sei onde, parece ter dito: soltem bala neles. E foi o que aconteceu. Muita gente machucada... era uma manifestação da família, da escola, de todos nós... E os bares da redondeza lotados da nata indiferente. E, no coreto, adolescentes completamentam alienados gritando Galo. E eu ali no meio, com um misto de medo e uma vergonha danada de morar em Minas Gerais, um lugar onde a DITADURA come solta e ninguém vê. E quem pode ver e FALAR, continua cantando, como se nada estivesse acontecendo. E pessoas, há menos de 10 metros dali, sendo empurradas pela cavalaria, pelas balas de borracha, pela coerção. Eu poderia chegar em casa, ligar a TV e assistir a alguma coisa.... mas hoje não. Hoje não consigo nem dormir direito. Estou sem acreditar até agora que em plena época da informação instantânea os mineiros saquem seus celulares apenas pra filmar os fogos de artifício estrategicamente focados no momento de maior agressão ao movimento. Não consigo entender como a sociedade mineira pode achar que isso é um movimento isolado, dos professores apenas, e continue vendo os cidadãos sendo agredidos no escuro, calados com bordoadas, comprados por uma mídia duvidosa enquanto se limitam a reclamar de um trânsito já caótico por mil outros motivos. Eu tenho medo da Ditadura. Não posso  calar-me... Eu já me formei, não tenho filhos, não conheço ninguém da classe que estava ali, não sou militante de nada. Sou apenas uma pessoa que não acredita até agora no que acabou de presenciar na Praça da suposta Liberdade e o que vem presenciando nessas Minas Gerais, sob esse governo ditador... Oh Minas Gerais, o que eu vi hoje REALMENTE não esqueço JAMAIS... #FORAANASTASIA #FORALACERDA  #FORADITADURA

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ter Atenção Sempre.



 

16/09/2011 - 08h27

A festa da maconha na PUC é um problema?

A cidade de Nova York acaba de informar que caiu para 14% o número de seus habitantes que fumam --uma redução de cerca de 35% desde 2002, o que vai significar menos dezenas de milhares de mortes precoces. Uma vitória e tanto. A queda de fumantes contém a receita que se deve aplicar contra o abuso da maconha --um assunto que, de novo, volta à tona com a proibição da reitoria da PUC contra a realização de um evento no campus convocado para pressionar pela liberação da maconha.
O problema da festa da maconha, entre outras manifestações desse tipo, é o seguinte: em vez de tirar, reforça o charme do uso da droga. No final, fica o debate entre a repressão, simbolizada pela polícia, e os jovens que pregam a liberdade. De qual lado os jovens tendem a ficar?
Como o leitor sabe, acho que a descriminalização da maconha seria um mal menor. Não é um assunto policial, mas de saúde pública.
No caso do cigarro, visto com algo charmoso por muitas gerações, há um esforço de mostrar seu efeito no corpo. E aí não tem nada de charmoso. É gente ganhando dinheiro para produzir câncer.
Quando se coloca o debate entre polícia versus maconha, parece que a droga simboliza liberdade. E não é liberdade.
A maconha pode ser muito menos nociva do que o cigarro, a bebida ou outras drogas, mas ainda assim é um problema de saúde. Há uma série de estudos mostrando como o abuso da maconha tende a afetar a memória, dificultando o desempenho escolar e profissional.
Ter essas habilidades reduzidas significa perder autonomia --e, portanto, liberdade.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein, 54, integra o Conselho Editorial da Folha e vive nos Estados Unidos, onde foi convidado para desenvolver em Harvard projeto de comunicação para a cidadania.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Continuamos mais pobres... que feio...


clóvis rossi

janela para o mundo

14/09/2011 - 13h30

Nossos pobres são mais pobres

Os números sobre o aumento da pobreza nos Estados Unidos só demonstram a profundidade da crise pela qual passa o modelo contemporâneo de capitalismo, assentado no predomínio do sistema financeiro.
Aliás, Juan Somavia, diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, braço da ONU, lançou um apelo nesta quarta-feira: "Chegou o momento de colocar a economia real no comando da economia mundial, com um sistema financeiro a serviço dela".
Detalhou: "Isso significa colocar os investimentos produtivos na economia real no centro da formulação de políticas, propiciar um ambiente adequado para as empresas sustentáveis e uma menor oferta de produtos financeiros arriscados e improdutivos", disse em discurso ao Parlamento Europeu. Poderia ter dito "basta de cassino".
De acordo, Somavia, mas duvido que seu apelo seja ouvido. A "pátria financeira" tem hoje o domínio da agenda global.
Mas voltemos à pobreza nos Estados Unidos. Os números, eloquentes por si só, ganham um significado ainda mais sombrio quando são comparados com um dos pilares do chamado sonho americano, qual seja o que de que os filhos teriam uma vida melhor do que a dos pais (na média, claro).
Se a pobreza só faz aumentar (há três anos consecutivos), desaparece essa segurança de horizontes.
Mas, atenção, não é porque o Brasil está conseguindo reduzir a pobreza há já bastante tempo que temos motivos para festejar.
Como bem mostraram a Folha-papel e a Folha.com, primeiro a porcentagem de pobres no Brasil é imensamente maior: 15% da população nos Estados Unidos é praticamente três vezes mais no Brasil (43% para ser preciso).
Pior: os pobres brasileiros são muito mais pobres que os pobres norte-americanos. Lá, é pobre quem ganha no máximo o equivalente a R$ 700. Aqui, R$ 140.
Nem adianta argumentar que o custo de vida lá é mais alto. Não é tão mais alto, não, de que dá prova o fato de que os brasileiros estão preferindo comprar imóveis em Miami porque são mais baratos do que no Rio ou em São Paulo.
OK, é justo reconhecer que os Estados Unidos têm uns 200 anos, pelo menos, de progresso econômico que acaba reduzindo a pobreza, ao passo que o Brasil, nesse período, foi uma imensa gangorra de sobes e desces na economia, para apenas nos 15 últimos anos, pouco mais ou menos, estabilizar-se --condição sine qua non para melhorar a vida das pessoas.
Mas, mesmo feita essa ressalva, não cabe complacência. Ainda mais que um dos grandes instrumentos para reduzir a pobreza --a educação-- está em situação trágica no Brasil. Chega a ser humilhante verificar que um estudo da OCDE com 42 países colocou o Brasil no último lugar em estudantes universitários, na faixa etária de 25 a 34 anos. Só 12% dos jovens chegam à universidade.
Tudo somado, ainda falta um mundo para que o Brasil justifique de fato o rótulo de "emergente".
Clóvis Rossi
Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo".
 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

CONTINUAMOS DE OLHO...



Ministro pagou governanta com verba pública por 7 anos

DE SÃO PAULO
Hoje na FolhaO ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), 81, usou dinheiro público para bancar o salário da governanta de seu apartamento em Brasília, informa reportagem de Andreza Matais e Dimmi Amora, publicada naFolha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
O pagamento é irregular: foi feito de 2003 a 2010, quando Novais era deputado federal pelo PMDB do Maranhão.
A empregada Doralice Bento de Sousa, 49, recebia como secretária parlamentar na Câmara, nomeada por Novais.
OUTRO LADO
Novais afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que Doralice de Sousa trabalhou até dezembro no seu gabinete como secretária parlamentar.
Segundo a assessoria, a função de Dora era dar "apoio administrativo ao deputado e outros funcionários".
Leia mais na edição da Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.
Editoria de Arte/Folhapress

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

BOA PARA REFLEXÃO...



 

08/09/2011 - 12h01

O que os olhos não veem

Não é só a corrupção que tira dinheiro para a solução de nossos problemas. Obviamente, ela incomoda mais porque ofende a ética dos bons princípios, mas há outras formas que impedem que determinados anseios da sociedade se concretizem.
Seguramente, o desperdício de dinheiro público é maior na ineficácia de projetos que não são concluídos ou se realizam sem a devida qualidade.
A corrupção vem da porcentagem de um projeto. O dinheiro gasto no projeto todo e que não vira nada de útil à população é uma porcentagem muitas vezes maior. Como esse montante não é levantado sistematicamente nem com a merecida precisão, a sociedade não sabe quanto perde por ano.
Contudo, mais difícil ainda de se enxergar são as opções que os governos fazem no emprego do dinheiro. O orçamento, como todos sabem, é autorizativo. Não significa que o que lá está será gasto. Com a existência de vários orçamentos e de empresas estatais independentes, o quadro fica confuso para o cidadão comum. E a mídia raramente se aventura a esclarecê-lo.
Às vezes, o faz episodicamente.
O Brasil gasta cerca de 16 bilhões com o Bolsa-Família. Muita gente o critica por seu aspecto assistencialista: dá o peixe e não se preocupa em ensinar a pescar. Em parte, se vê pouco interesse do governo em criar uma porta de saída para os contemplados, de modo que consigam gerar a própria renda. Ainda assim, o Bolsa-Família é um programa muito bom de transferência de renda. Chega direto à ponta e gera desvios mínimos. Vai direto à veia do necessitado, evitando a burocracia.
Por outro lado, o Brasil gasta 30 bilhões/ano transferindo dinheiro de todos, inclusive dos mais pobres, para o BNDES financiar empresas. Financiar empresas é bom, mas não com o subsídio do Tesouro. Poderia ser direcionado a políticas sociais como Saúde, Educação e Transporte.
O subsídio vem da diferença entre a taxa de juros que o BNDES cobra por empréstimos (TJLP hoje=6%/ano) e a que o Tesouro paga (dinheiro de todos) para se financiar (Selic atual=12%).
Transfere renda dos mais pobres aos mais ricos. Além disso, há subsídio também nas transferências do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) ao BNDES, dinheiro arrecadado dos empregados. Tudo junto são 30 bilhões, batizados de "Bolsa-Empresário".
Pior ainda é a "Bolsa-Banqueiro", nome dado pelo professor Simão Silber. O governo compra dólares para fazer reservas, cujo montante é hoje maior que o necessário para enfrentar crises, segundo vários economistas.
São 70 bilhões/ano. Vêm da diferença entre os juros pagos pela dívida para comprar dólares, a taxa Selic e a rentabilidade das reservas, aplicadas quase tudo aplicado no Tesouro americano a quase zero de juros.
A "Bolsa-Banqueiro" e a "Bolsa-Empresário" correspondem a mais de seis Bolsas-Famílias. São uma opção que está embaixo do tapete.
Há também créditos fartos e subsídios à indústria automobilística, que não precisa por "estar bombando" e tem previstos investimentos de 5 bilhões da iniciativa privada para a construção de nove novas fábricas, dando emprego a 20 mil pessoas.
Enquanto isso, o metrô que é escasso, está lotado e gera muito emprego, inclusive especializado, paga 40% de impostos, na sua construção, que não são aliviados.
Ou seja, na hora de dar desconto de imposto, o carro tem prioridade sobre o metrô. São opções equivocadas e cruéis.
O trem-bala é outra delas. Com metade dos recursos que nele se gastarão poderíamos ter mais 25 km de metrô em São Paulo e mais 25 km no Rio.
É assim que escolhemos gastar nossos recursos. É esquizofrênico. O Brasil quer uma coisa e faz outra.
O que os olhos não veem, o coração não sente.
José Luiz Portella
José Luiz Portella Pereira, 58, é engenheiro civil especializado em gerenciamento de projetos, orçamento público, transportes e tráfego. Foi secretário-executivo dos Ministérios do Esporte e dos Transportes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos e de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo e presidente da Fundação de Assistência ao Estudante. Formulou e implantou o Programa Alfabetização Solidária e implantou o 1º Programa Universidade Solidária. Escreve às quintas-feiras na Folha.com.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

COMO É QUE É ?



 

05/09/2011 - 13h30

Candidato Datena é uma esculhambação

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Leio informação de Ricardo Feltrin de que Luiz Datena teria sido convidado a disputar a prefeitura de São Paulo supostamente pelo partido criado pelo prefeito Gilberto Kassab. O mínimo que se pode dizer disso: esculhambação.
Imaginar que uma cidade complexa como São Paulo, obrigada a inserir-se num planeta globalizado --ou seja, lidando com as demandas do século 21--, mas ao tempo com problemas do século 17 (basta ver nosso saneamento básico), pode ser gerida por alguém como aquele apresentador é uma esculhambação.
Vamos reconhecer que Datena é ótimo no que faz e ao que se propõe. Mas o que ele faz é explorar a violência e a miséria, mostrando uma indignação fabricada para ganhar audiência.
A esculhambação seria inofensiva se, caso ele saia mesmo candidato (o que eu prefiro duvidar), não tivesse nenhum chance de ganhar. Se o prefeito Kassab estiver mesmo por trás disso (ele nega) seria uma péssima herança.
São Paulo merece ser tratada com mais seriedade.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein, 54, integra o Conselho Editorial da Folha e vive nos Estados Unidos, onde foi convidado para desenvolver em Harvard projeto de comunicação para a cidadania.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

FOLHA DE SÃO PAULO / A CULPA É NOSSA


gilberto dimenstein

 

02/09/2011 - 12h12

Vamos criar o Dia Nacional da Honestidade?

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Um senador propôs --e foi levado a sério-- o Dia Nacional da Corrupção, depois da absolvição da deputada Jaqueline Roriz. É uma proposta tão séria como propor o Dia Nacional da Honestidade.
Vou aqui fazer um papel incômodo. Parte do problema da corrupção não é dos políticos. Mas é nossa --se não partimos desse pressuposto, a bandalheira não vai sair do lugar.
Somos nós que elegemos os políticos sem estudar sua biografia. Somos nós que elegemos as pessoas , não acompanhamos o que fazem e nem nos manifestamos diante dos erros. Somos nós que, rapidamente, passada a eleição, esquecemos em quem votamos (e, para isso, basta ver as pesquisas do Datafolha sobre a lembrança do eleitor).
Somos nós que damos muito mais atenção às celebridades, com suas futilidades, do que a causas públicas.
Somos nós que, no cotidiano, somos tolerantes com as pequenas infrações como parar na faixa do motorista, dirigir alcoolizado, jogar lixo na rua. Ou ver alguém jogando lixo e não fazer nada. Somos nós que tratamos a coisa pública como se fosse de alguém desconhecido. Somos nós que não queremos fazer a diferença no que está do lado, esperando quem alguém faça por nós.
Somos nós que não colocamos a educação em primeiro lugar na agenda brasileira.
Por que os políticos seriam tão melhores do que nós?
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein, 54, integra o Conselho Editorial da Folha e vive nos Estados Unidos, onde foi convidado para desenvolver em Harvard projeto de comunicação para a cidadania.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

REFLEXÃO P/ 2012


ESGOTOS ... Continuação:

No dia 30.08.2011, uma BOSTA RALA, sentada na cadeira dos réus, é absolvida da cassação que merecia. Em audiência com direito a voto secreto, em maioria     BOSTAS RALAS, decidiram como se segue:
166 favoráveis a cassação (em sua maioria seres diferenciados)
265 contra a cassação (BOSTAS RALAS ou MÉDIAS)
20 abstenções (MERDAS em dúvida)
Um BOSTA GRAUDA vêm em socorro da sua prole e convence, por ser articulador e intimidador, as BOSTAS RALAS e algumas MERDAS a serem contrários a cassação. Afinal, o ocorrido já passou e pode ser considerado prescrito. Não fez nada de absurdo quanto algumas ações de outras BOSTAS que preferiram largar os canos do que se verem entupidos de processos e com a certeza de mais tarde retornarem.
Conforme ditos anteriores, percebo não haver outra e melhor alternativa, sendo o início de mudanças o ano de 2012 e reservando energias para uma grande e vitoriosa batalha para 2014.
Vamos revolucionar as velhas práticas com políticas sérias e verdadeiras. Vamos limpar os ESGOTOS do país e jogar as BOSTAS, MERDAS E COCOS em locais seguros e distantes para não federem seus feitos.
Antônio Fernando P.Jesus – PSOL de Betim - MG