A saída de Pagot mantém o Dnit sem o número mínimo de diretores para ter qualquer deliberação, segundo a assessoria do órgão.
O afastamento de Pagot fora pedido pela presidente Dilma Rousseff no dia 2 de julho, depois de denúncia da revista Veja sobre suposto esquema de cobrança de propinas em contratos na área de transportes, que beneficiariam o Partido da República (PR). O PR nega as acusações.
O diretor resistiu a pedir demissão e estava no seu período de férias, evitando que a decisão da presidente de afastá-lo fosse formalizada.
Pagot chegou a ir à Câmara e ao Senado para prestar explicações e se defender da denúncia. A oposição esperava que ele revelasse como funcionava o suposto esquema e envolvesse outros membros do governo, o que acabou não acontecendo.
Dentro do governo e entre os aliados no Congresso havia quem defendesse o retorno do diretor ao cargo, mas a presidente não voltou atrás na decisão tomada logo após a publicação das denúncias.
Além de Pagot, Hideraldo Caron, diretor de infraestrutura rodoviária, e José Henrique Sadok de Sá, diretor-executivo, foram afastados desde o começo do mês. As denúncias também provocaram a saída do ex-ministro Alfredo Nascimento.
Dilma determinou ao novo ministro, Paulo Sérgio Passos, que fizesse uma limpeza ética na área de transportes, envolvendo a pasta, a Valec e o Dnit.
Veja a íntegra da nota do ministério: "Brasília, 25 de julho de 2011. O Ministro de Estado dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, recebeu na manhã de hoje o pedido de cancelamento das férias do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot, programadas para o período de 25 de julho a 04 de agosto. No mesmo documento, o diretor comunicou que já solicitou à Presidenta da República sua exoneração do cargo de Diretor-Geral do DNIT. Assessoria de Comunicação Ministério dos Transportes"
(Por Jeferson Ribeiro)

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