Consumo de maconha aumenta o risco de psicose
2/3/2011 11:52, Redação, com BBC
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Pessoas que consumiram maconha na adolescência ou no início da vida adulta enfrentam maior risco de apresentar sintomas de psicose mais tarde, afirma um estudo recém-divulgado.
A pesquisa, realizada pelo professor Jim van Os, da Universidade de Maastricht, da Holanda, foi feita na Alemanha, e contou ainda com pesquisadores da Suíça e da Grã-Bretanha.
A psicose é uma desordem mental na qual o indivíduo perde o contato com a realidade.
O estudo, publicado na revista especializada British Medical Journal, acompanhou um total de 1.923 pessoas ao longo de um período de dez anos.
Apesar de as relações entre maconha e psicose já serem conhecidas, ainda não estava claro se era a maconha que desencadeava os sintomas dessa condição ou se as pessoas se sentem propensas a consumir a droga devido a seus sintomas. A pesquisa indica que a primeira hipótese é a mais provável.
Estudo
Os participantes da pesquisa tinham entre 14 e 24 anos. Eles foram avaliados em períodos distintos para aferir possíveis relações entre o uso de maconha e de manifestações de sintomas psicóticos.
O primeiro período estudado foi feito três anos após o início da pesquisa. A segunda amostragem ocorreu oito anos depois que a pesquisa começou. E a conclusão ocorreu dez anos após o começo do estudo.
Os pesquisadores colocaram os que já fumavam maconha em um grupo e excluíram os que apresentavam um quadro pré-existente de psicose, para que pudessem melhor estabelecer as ligações entre novos usuários de maconha e a apresentação de sintomas da doença.
A pesquisa também teria mostrado que aqueles que já fumavam maconha na época do começo da pesquisa enfrentariam riscos mais elevados de apresentar sintomas psicóticos persistentes.
Aumento
O estudo concluiu que o uso de maconha aumenta ”significativamente” a incidência de sintomas psicóticos, mesmo quando outros fatores, como situação sócio-econômica, o uso de outras drogas e de condições psiquiátricas estão em jogo.
Além de afiramrem que o uso da maconha +e um fator de risco para o desenvolvimento de sintomas psicóticos, os cientistas envolvidos com a pesquisa disseram também que ”o uso repetido de maconha pode aumentar o risco de sofrer desordens psicóticas por ter impacto na persistência dos sintomas
De acordo com Robin Murray, professor de pesquisa psiquiátrica do Instituto de Psiquiatria da Grã-Bretanha, a pesquisa representa ”mais um tijolo no muro de provas”, de que o uso da maconha contribui para formas de psicoses como a esquizofrenia.
Segundo Murray, a pesquisa é um dos dez estudos similares que apontam nessa mesma direção.
Brasil é o maior consumidor de drogas da América do Sul, diz Governo dos EUA
EFE
Brasil é o maior consumidor de drogas da América do Sul, diz Governo dos EUA
Washington, 3 mar (EFE).- Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai seguem sendo países estratégicos na distribuição de drogas de outras partes da América do Sul com destino à Europa e América do Norte, enquanto que o Brasil se transformou no principal consumidor na América do Sul, conforme o Governo dos Estados Unidos.
O Departamento de Estado divulgou nesta quinta-feira seu relatório sobre a "Estratégia para o Controle Internacional de Narcóticos", um documento que se publica todo ano sobre a colaboração de outros países na luta dos EUA contra o tráfico de drogas.
O Brasil não só é o maior país da América do Sul, mas também tem a costa mais extensa do continente e isto "o transforma em uma rota de passagem inevitável para o contrabando de narcóticos rumo a Europa, África e em menor quantidade aos Estados Unidos", segundo o relatório.
"O Brasil é o maior consumidor de drogas na América do Sul e o consumo segue crescendo" assinalou o estudo acrescentando que segundo um relatório das Nações Unidas, o país tem 900 mil consumidores de cocaína.
O Departamento de Estado indicou que o Brasil, que se está transformando em uma fonte potencial dos compostos químicos precursores para a produção de cocaína, também está aberto ao trânsito de pequenos aviões da Colômbia e Peru com destino a Venezuela e Suriname.
"Paraguai continua sendo o maior fornecedor de maconha para o Brasil, embora se cultiva maconha no nordeste brasileiro para consumo local", acrescenta o documento.
Os produtos de cocaína entram no Brasil por rotas terrestres, pelos rios e em aviões que chegam da Bolívia, Peru e Colômbia em rota à África e Europa ou Estados Unidos.
O relatório assinalou que apesar da Argentina não ser um produtor significativo de narcóticos, continua sendo uma importante rota para o trânsito da cocaína produzida nos países andinos e é o segundo maior mercado sul-americano para essa droga.
A Administração de Controle de Drogas (DEA por sua sigla em inglês) calcula que no ano passado passaram pela Argentina cerca de 70 toneladas de cocaína destinadas majoritariamente à Europa.
Já o Chile, segundo o relatório, não é um grande produtor de drogas ilegais, mas é "um importante país de passagem para os embarques de cocaína andina com destino à Europa, e algumas fontes assinalam que para envios aos Estados Unidos também".
Em paralelo, no ano passado, o Governo dos Estados Unidos tirou o Paraguai da lista dos países que são os maiores produtores e lugares de passagem de drogas ilegais, mas o relatório desta quinta-feira assinala que a maconha paraguaia se distribui no Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, mas não nos Estados Unidos.
Segundo o Departamento de Estado, o Uruguai não é um grande produtor de drogas mas "os traficantes, atraídos pela estratégica posição marítima do país, aproveitam as fronteiras com a Argentina e Brasil para transportar substâncias ilegais através do Uruguai".
"O consumo local do produto da base da cocaína, barato e altamente aditivo, conhecido como 'pasta base' continua sendo um problema", acrescenta o documento.
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